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Arquivos mensais: Janeiro, 2011

Propõem ao governo cortar despensas


Hoje se divulgou um documento elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o qual será encaminhado à ministra do Planejamento, Miriam Belchior. Nesse estudo solicitam além de recomendar ao governo de Dilma Rousseff um corte de R$ 40 bilhões no Orçamento da União de 2011.

O esforço fiscal mostra se como a melhor maneira de contiver o avanço da inflação sem ter que elevar a taxa de juros no médio prazo. Antes de assumir, Dilma já acenava com a necessidade de o governo cortar as despesas.

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Hábitos para driblar preços


O Índice IBGE para 2010 foi o mais alto dos últimos seis anos. Analista destaca que brasileiro não tem o hábito de poupar. Vários clientes de um supermercado se viram obrigados a buscar alternativas para fazer a compra caber no orçamento da casa.

O professor Mauro Dunder, de 37 anos, passou a morar sozinho há dois anos e, desde então, incluiu as idas ao supermercado na sua rotina. “Os preços subiram bastante. Compro sempre as mesmas coisas e estou gastando muito mais”, diz.

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Alta de 5,91% e o maior nível em 6 anos


Segundo o IBGE, 40% do total do IPCA foi originado da inflação dos alimentos. Medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação fechou 2010 com uma taxa acumulada de 5,91%, a mais forte elevação para este indicador desde 2004, quando o índice subiu 7,6%.

O indicador ficou acima do centro da meta estipulada pelo Banco Central, de 4,5%. Em 2009, o IPCA subiu 4,31%. As informações foram divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado anual veio dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, que iam de 5,84% a 5,93%, e acima da mediana, de 5,88%. O IPCA é o índice oficial utilizado pelo BC para cumprir o regime de metas de inflação, determinado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

No resultado mensal, o indicador subiu 0,63% em dezembro de 2010, após avançar 0,83% em novembro. A taxa do mês passado ficou perto do teto do intervalo das estimativas dos analistas consultados (0,56% a 0,65%), e acima da mediana, de 0,59%.

A perda de força na inflação do grupo alimentação e bebidas, que passou de 2,22% para 1,32% entre novembro e dezembro do ano passado, foi a principal causa para a desaceleração do IPCA no mesmo período. Segundo o instituto, produtos que haviam impactado novembro com altas expressivas tiveram resultados mais moderados no mês seguinte. No resultado anual, contudo, os alimentos foram os vilões da inflação.

No caso das carnes, a alta no preço deste tipo de produto passou de 10,67% em novembro para 2,25% em dezembro. O item refeição em restaurante foi a principal contribuição ao IPCA do mês passado. Os preços das refeições fora de casa subiram 1,98% em dezembro ante alta de 1,40% em novembro e contribuíram com 0,09 ponto porcentual na formação do IPCA do último mês de 2010.

No entanto, mesmo em menor ritmo de crescimento, o grupo alimentação e bebidas teve 0,31 ponto porcentual de contribuição, o que correspondeu a 49% do IPCA de dezembro.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) desacelerou a alta para 0,60% em dezembro do ano passado, após avançar 1,03% em novembro, segundo também informou o IBGE. Ainda segundo o instituto, o INPC fechou o ano de 2010 com taxa de 6,47%, após subir 4,11% em 2009. O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979 e abrange famílias com renda entre um e seis salários mínimos.

São Paulo registra maior inflação desde 2004


Recém com o índice de janeiro chegará o reajuste feito no setor dos transportes em São Paulo, ônibus e táxis. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação só na cidade de São Paulo, registrou alta de 6,40% no acumulado de 2010 virando a maior elevação desde 2004, quando a taxa de inflação alcançou a 6,56%, segundo as informações da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Em 2009, o índice paulistano ficou em 3,65%.

Dentre os setores que apresentaram elevações de preços de 2009 a 2010, Alimentação e Transportes se destacam, com seus índices passando de 1,81% para 12,20%, e de 1,74% para 7,06%, respectivamente. Para o coordenador do IPC, Antonio Evaldo Comune, a forte alta dos alimentos foi influenciada pelo aumento nos preços de commodities, como açúcar e trigo, devido a problemas climáticos, além da variação de 34% no preço da carne bovina no ano passado. Mais

Inflação caiu em sete capitais do estado pesquisadas


O índice de inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) diminuiu em todas as sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV) em dezembro. De acordo com os dados, Recife foi a que registrou o maior decréscimo, ao passar de 1,15%, no levantamento do dia 22 de dezembro, para 0,84%, na apuração de 31 de dezembro.

Segundo a Fundação Getúlio Vargas, apesar da redução, em 2010 o índice relativo à capital do Estado de Pernambuco acumulou alta de 5,34%, acima da taxa registrada um ano antes, de 4,56%. Em dezembro, os grupos que mais influenciaram a alta menos intensa de preços em Recife foram alimentação (de 2,19% para 1,28%) e transportes (de 1,34% para 0,83%).

A capital do Estado de São Paulo, que tem maior peso na formação do índice global, apresentou a menor taxa de IPC-S entre as capitais nesta pesquisa: 0,55%, depois de registrar 0,78% na apuração anterior.

Neste caso, o resultado foi influenciado pelos decréscimos em alimentação (de 1,55% para 1,04%), especialmente carnes bovinas (de 4,87% para 2,46%); vestuário (de 0,35% para 0,00%), principalmente calçados (de –0,49% para –0,90%); habitação (de 0,46% para 0,28%), com destaque para aluguel residencial (de 1,33% para 0,98%); e educação, leitura e recreação (de 0,39% para 0,27%), com a influência de tarifa de passagem aérea (de 11,16% para 5,99%).

O resto dos resultados para as demais capitais foram: Salvador, de 0,83% para 0,72%; Brasília, de 0,81% para 0,71%; Belo Horizonte, de 0,83% para 0,80%; Rio de Janeiro, de 1,00% para 0,97%; e Porto Alegre, de 0,77% para 0,68%.

Além, o IPC-S com data de ultimo de dezembro de 2010 ficou em 0,72%, com um pequeno decréscimo de 0,15 ponto percentual sobre a variação anterior. Com esse resultado, no entanto, a taxa fechou o ano em 6,24%, bem acima do IPC-S registrado em 2009 (3,95%).

Presidente do Banco Central indicou possibilidade de redução da meta de inflação


O mais recente e presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, indicou possibilidade de redução da meta de inflação no Pais, que na atualidade é de 4,5%, com flutuação de dois pontos para cima ou para baixo.

Tombini assumiu na segunda-feira reafirmando a função da autoridade monetária para assegurar a estabilidade da política monetária, preferencialmente com manutenção da inflação baixa e sob controle. O regime de metas de inflação, adotado há 11 anos, “é mais adequado para assegurar a estabilidade econômica do país, com mais emprego e renda.”

O novo presidente do BC ressaltou que os desafios continuam grandes, mas que está convicto que há elementos apropriados para enfrentá-los. Os mecanismos para atingir esse objetivo se devem, em grande parte à “mais longa e bem sucedida gestão do BC”, num explícito elogio ao antigo presidente Henrique Meirelles.

Tombini achou acertada a decisão de Meirelles em escolher para a diretoria do banco só servidores de carreira prestigiando o quadro de pessoal do BC. Antes de assumir a presidência do banco, o próprio Tombini era diretor de Normas e Organização do Sistema Financeiro.

Ele ficou comprometido a manter “foco amplo no monitoramento do sistema bancário”, cujo esquema de regulação é referência mundial. Também destacou o aumento do volume de crédito à disposição do mercado, o que reflete a estabilidade econômica, com fortalecimento do real.

Meirelles, já em sua despedida, lembrou que, em oito anos, o volume de crédito aumentou de R$ 300 bilhões para mais de R$ 1,4 trilhão, e Tombini reforçou o dado, acrescentando que o volume atual representa quase a metade do Produto Interno Bruto (PIB). Ele acha que o crescimento do crédito tende a uma desaceleração, com exceção do crédito imobiliário. Neste tópico destacou que é importante que o crédito imobiliário cresça com qualidade para que não se crie uma “bolha”, como já aconteceu em outros países.

Controle da inflação e a reforma política, os desafios do novo governo


Em o primeiro discurso, a nova presidenta Dilma Rousseff citou o controle da inflação e a reforma política como metas de seu governo. Ela defendeu durante discurso de posse no Congresso Nacional, a necessidade de uma reforma política e medidas que modernizem o sistema tributário.

“Na política é necessária uma reforma, para fazer avançar nossa jovem democracia”, disse Dilma, que também afirmou que pretende consolidar “a obra transformadora” do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela procurará o equilíbrio das contas públicas com a necessidade de garantir a estabilidade de preços. “Para dar longevidade ao atual ciclo de crescimento, é preciso garantir a estabilidade, especialmente a estabilidade de preços”, declarou.

Enquanto isso, o diário britânico Financial Times afirmou que a presidente eleita terá seu primeiro desafio político imediatamente após tomar posse na Presidência do Brasil, com a provável elevação das taxas de juros pelo Banco Central.

“Um relatório mensal de inflação publicado pelo Banco Central na ultima quarta-feira deu uma clara e pouco comum indicação antecipada sobre a necessidade de elevar as taxas de juros no curto prazo”, publicou o jornal. Também relata a afirmação do atual presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, em entrevista a um blog do jornal, defendendo o uso da “política monetária convencional”.

Segundo Meirelles, “as pressões inflacionárias têm sido vistas atualmente nos países que estão se recuperando bem da crise financeira, como é o caso do Brasil. A experiência do Brasil confirma que a política monetária convencional e condições financeiras estáveis são os fatores-chave para um caminho benigno de inflação. A direção do Banco Central está plenamente ciente disso, e a presidente eleita, Dilma Rousseff, já expressou seu apoio às políticas do Banco Central”, disse Meirelles ao jornal.

“Os preços aumentaram 5,6% nos 12 meses até novembro, e espera-se que a taxa chegue a quase 6% até o final do ano”.