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A VERGONHA do mundo da estatística: O INDEC Argentino


Soubemos esta semana da existência de uma página extra oficial de economistas argentinos alguns ex funcionários do duvidoso INDEC e independentes que decidiram tomar o touro pelas aspas e fazer um índice paralelo de infação na Argentina, devido ao horroroso desempenho da dependência estatal dedicada a relevar os dados correspondentes ao IPC no país.

E analisando a página, vemos com espanto ate onde chegou a manipulação de dados que o INDEC tem feito dos números reais da Argentina.

Estes expertos independentes, que acreditamos nada tem a ganhar ou perder com veicular informações não certas, chegaram no dado de que a inflação anual hoje na argentina e de 32,8% !!!

 

Segundo se indica no portal http://www.inflacionverdadera.com/ o número da inflação real da cesta básica no país trepa ate o assustador número de 32,8%.

Logo após que ontem (25/3) o Ministro de Economia, Amado Boudou, asseverou que “existia tensão nos preços mas que isto não necessariamente era inflação” já que “não estamos vendo um aumento generalizado nos preços”; e o diretor técnico do INdEC, Norberto Itzcovich, separara os conceitos de “inflação” com relação ao IPC, resulta interessante ler o portal mencionado (inflacionverdadera.com) e se deparar com um número que mostra a realidade do assunto.

Itzcovich assegurou que a suba do custo de vida (IPC) e de 1,2% no mês de fevereiro e que a carne teve uma incidência de entre 80% e 90% desse aumento, cabe relembrar que o governo argentino está amorosamente em briga com o setor abastecedor de carne, e que talvez por isso queira jogar um pouco mais de lama para cima dele.

O funcionário separou também os conceitos de “inflação” com relação ao IPC, ao sustentar que “na argentina para falar em inflação tinha-se em conta, variáveis como as taxas de juros, tipo de cambio e déficit fiscal, mas desde já faz muito tempo estas três variáveis estão “perfeitamente” sob controle”.

No que diz respeito ao argumento que o IPC não mede a “inflação” nem o “custo de vida” no site inflacionverdadera.com explicam que nessa sentença tem varias falências.

  • Em qualquer país do mundo, quando alguém fala em inflação tradicionalmente se refere a um aumento percentual de um índice de preços ao consumidor. No caso da Argentina, sempre tem sido o IPC.
  • E uma ferramenta técnica enganosa falar que o IPC não e um índice do custo de vida. O argumento teórico e que para medir o custo de vida, tem de ser consideradas a substituição de produtos consumidos quando tem mudanças nos preços relativos. Por exemplo, se aumenta a carne de boi, mas não a de porco, muita gente vai comer menos carne de boi e mais de porco. O IPC não tem em consideração esta substituição e por tanto sobreestima a inflação do custo de vida.

No entanto tem vários argumentos em contra das ferramentas “técnicas” do INdEC.

  • Na Argentina atualmente tem aumentos generalizados de preços em todas as categorias de produtos. As mudanças nos preços relativos existem sim, são pequenas e muito temporais. Por tanto, o IPC e um bom estimativo do custo de vida.
  • A substituição do consumo para produtos mais baratos pode refletis uma queda na “qualidade” de vida. Ninguém pode argumentar na Argentina que comer carne de boi e o mesmo que comer carne de porco (o argumento teórico assume que o nível de vida e constante quando a pessoa substitui entre os dois tipos de carne, sem tomar em consideração o aporte de nutrientes ou a quantidade de gordura, etc)
  • Um verdadeiro índice do custo de vida também deveria medir mudanças no custo de outros fatores cujo preço e difícil de medir, como o deterioro no nível de segurança. Neste sentido o IPC subestima a inflação do Custo de Vida
  • As diferenças entre as estimações particulares e o INdEC não são metodológicas e jamais acontecem em outros países do mundo. Nesse site se utilizam exatamente as mesmas metodologias que usava o velho INDEC para medir os índices de Alimentos e Bebidas. A comparação direta com os índices de Alimentos e Bebidas apresentados pelo INdEC hoje em comparação com os do site, mostram diferenças inexplicáveis. Estas diferenças não acontecem nos outros países. Comparam utilizando os “velhos” índices do INdEC a inflação de quatro países da América Latina (Argentina, Brasil, Chile y Colombia ) e se tem que os resultados são muito parecidos aos oficiais publicados por estes paises.. Só na Argentina a diferencia foi notável: 8% a inflação oficial divulgada; e 23% a inflação privada relevada…

Por outra parte, a medição que estes economistas realizam, indicam que a inflação anual da cesta básica chega a 32%, entanto que a inflação anual de Alimentos e Bebidas trepa até o horror de 35,3%. Números por demais longe dos números oficiais que o governo quer mostrar para os organismos internacionais, principalmente os de crédito.

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