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Ambiente externo estimula nova queda dos contratos de juros futuros


Apesar de uma leve correção para cima dos Treasuries americanos, o cenário de aversão a risco continua a pautar o movimento dos contratos brasileiros de juros futuros mais longos.

INF11

. Os Depósitos Interfinanceiros (DIs) dão continuidade à trajetória de queda vista ao longo da maior parte desta semana, em meio à insegurança global que tanto tem afetado os mercados nos últimos dias.

O medo de uma recessão continua em cena e nem os números melhores que o esperado do mercado de trabalho americano estão contendo nova queda de Wall Street e também no Brasil. Por volta das 12h20, o DI de abertura de 2013 apresentava queda de 0,03 ponto percentual na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), a 12,28%, o de janeiro de 2014 recuava 0,07 ponto, a 12,34%, e o do início de 2015 cedia 0,08 ponto, a 12,36%.

Além disso, os contratos de abertura de 2016 e 2017 cediam 0,04 ponto e 0,09 ponto, respectivamente a 12,36% e 12,25%. Entre os contratos de vencimentos mais curtos, o de outubro de 2011 mantinha taxa de 12,40%, enquanto o início de 2012 registrava decréscimo de 0,02 ponto, a 12,37%.

Ainda que o resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho contribua para um cenário de inflação mais controlada no Brasil, o sócio da Mercatto Investimentos Gabriel Goulart continua atribuindo à cena externa a oscilação dos DIs. O IPCA registrou alta de 0,16% em julho, quase a mesma inflação vista em junho (0,15%).

Considerando os últimos 12 meses, o índice calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ficou em 6,87%, acima dos 6,71% verificados na mesma comparação para o mês de junho, e ultrapassando também o teto da meta de inflação estipulada pelo governo, que é de 6,5%. "O IPCA não adiciona mais preocupações, pelo contrário. O que domina a cena, contudo, é sem dúvida a situação de crise na Europa e as incertezas com os EUA, que apontam para menor crescimento, o que seria deflacionário ou ao menos não inflacionário para o mundo.

Esta perspectiva continua contribuindo para o fechamento da curva de juros mais longa", diz Goulart. Já entre os DIs mais curtos, o sócio ressalta que o mercado não precifica mais alta da taxa Selic em agosto, o que influencia seu movimento. "A dúvida é saber se a questão externa vai sensibilizar as próximas decisões do Banco Central", observa Goulart, que não consegue enxergar neste momento a perspectiva de corte dos juros pela instituição de política monetária.

Matéria do Valor mostrou hoje que o mercado financeiro brasileiro também se rendeu aos riscos de ser afetado pela crise global, que vem ganhando contornos mais preocupantes nos últimos dias. A reportagem aponta que o mercado de juros corrigiu ontem seu cenário e passou a considerar a chance de o BC brasileiro começar a cortar a taxa Selic no início de 2012 – ideia completamente fora de questão até agora, diante da inflação ainda distante do centro da meta.

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