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Aumenta novamente a expectativa da inflação para 2012


No primeiro boletim Focus após a elevação de 0,25 ponto percentual da taxa Selic pelo Banco Central (BC), as expectativas para a inflação do próximo ano voltaram a se deteriorar. A projeção para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2012 passou de 5,20%, na semana passada, para 5,28%.

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Alguns analistas atribuíram esse ajuste ao comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) publicado após o encontro, que teria deixado a porta aberta para uma interrupção do processo de aumento da taxa básica. A versão, no entanto, não é aceita por integrantes da equipe econômica.

De acordo com fontes do governo, das 111 amostras coletadas para a elaboração da expectativa para o IPCA, apenas 11 indicaram projeção mais elevada para os preços em 2012, enquanto 8 reduziram suas apostas para o próximo ano. A variação, portanto, seria mais estatística do que propriamente uma piora das expectativas.

Outros indicadores também apresentaram piora na semana. O IPCA esperado para os próximos doze meses subiu de 5,37% para 5,4%, na expectativa suavizada. Foi a sexta alta seguida. Por outro lado, a previsão para este ano permaneceu estável em 6,31%, pela segunda semana consecutiva.

Na quarta-feira passada, o BC elevou os juros e soltou comunicado considerado "muito breve" pelo mercado, sem indicações claras sobre os próximos passos da autoridade monetária. O BC retirou do texto a expressão aperto "suficientemente prolongado" e incluiu um enigmático "neste momento" para justificar o aumento dos juros.

O mercado aguarda agora a ata do encontro, que será divulgado na quinta-feira, para entender a mudança no discurso. Mas a presidente Dilma Rousseff colocou mais molho nessa discussão ao dizer, em entrevista a um grupo de jornalistas na sexta-feira, que "fazer a convergência da inflação para a meta de 4,5% no curtíssimo prazo seria danoso. Derrubaria o crescimento econômico para zero e não resolveria a inflação."

Os analistas e especialistas que respondem ao Focus ainda mantiveram inalterada a expectativa de mais uma elevação da Selic, na reunião de agosto, o que levaria a taxa para 12,75% ao ano. O patamar permaneceria inalterado até 2013, segundo a mediana das projeções de mercado. O mercado de juros, no entanto, mais dinâmico, já se posicionou para uma manutenção da taxa a partir de agora.

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