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Arquivos do autor: Gabriela Piccinna

Inflação Brasil – Agosto 2011


A inflação oficial acumulada em 12 meses até agosto, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi de 7,23%; a maior em oito anos. De janeiro a agosto, o índice de preços teve avanço de 4,42%; em julho registrou-se uma alta de 0,16% enquanto em agosto, o indicador teve a alta de 0,37%.

Em 2003, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), havia registrado uma das maiores variações no mesmo intervalo, que foi de 15,07% pelo critério anualizado.

A situação coloca pressão no Banco Central quem definiu como meta de inflação oficial para 2011, o 4,5% com margens de dois pontos percentuais pra baixo ou cima. Entretanto Monetária (Copom), reduziu em 0,5 ponto percentual a taxa de juros Selic, de 12,5% para 12% ao ano.

O IPCA, calculado pelo IBGE, refere às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange nove regiões metropolitanas do País.

Impacto da inflação (Cálculo do índice do mês compara as variações de preços entre 28 de julho a 26 de agosto com os preços vigentes entre 29 de junho a 27 de julho):

  • Alimentos: em agosto atingiu 0,72% de variação causando impacto de 0,17 ponto percentual, o que representa 45% do índice referente ao mês passado. O produto que exerceu o maior impacto foi a carne (de -1,12% para 1,84%).
  • Artigos de residência: eletrodomésticos em geral de 0,03% para 0,57%, com destaque para refrigerador (de -0,29% para 3,29%) e máquina de lavar (de -1,58% para 3,18%).
  • Vestuário: artigos em geral de 0,10% para 0,67%, com destaque para roupas femininas (de -0,26% para 1,18%) e masculinas (de 0,19% para 0,75%).
  • Gastos habitação: em geral (de 0,27% de julho para 0,32% agosto), com destaque para aluguel residencial (de 0,46% para 1,06%) e com a taxa de água e esgoto (de 0,33% para 1,05%).
  • Salários dos empregados domésticos, de 1,26% para 0,72%.
  • Despesas com transportes: de 0,46%, em julho, para -0,11% devido à redução da gasolina, etanol, das tarifas aéreas, das tarifas dos ônibus interestaduais, dos preços do automóvel novo e usado, do seguro de veículos.

Imagem e dados do índice IPCA do IBGE

A maior variação foi registrada na região metropolitana do Rio de Janeiro com alta de 0,47% por causa do reajuste de 8,80 % ocorrido em agosto no valor das tarifas da taxa de água e esgoto e pelos alimentos; e a menor variação de preços no mês passado foi verificada em Porto Alegre, com 0,14%.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) também calculado pelo IBGE, e que refere às famílias com rendimento de 1 a 6 salários mínimos e abrange nove regiões metropolitanas do País, variou 0,42% em agosto; o acumulado do ano está em 4,14% acima da taxa de 3,24% relativa a igual período de 2010. Nos últimos 12 meses, o índice acumula alta de 7,40%, acima dos 12 meses imediatamente anteriores (6,87%).

A região metropolitana do Rio de Janeiro registrou a maior variação (0,66%) por causa do reajuste de 8,80 % ocorrido em agosto no valor das tarifas da taxa de água e esgoto e pelos alimentos; enquanto Curitiba apresentou a menor taxa (0,02%).

Imagem e dados do índice INPC do IBGE

Inflação do Brasil


A inflação do Brasil é medida de diversas maneiras; os índices mais conhecidos são: o índice de preços ao consumidor (IPC) que reflete à evolução dos preços de um pacote de produtos e serviços padrão que as famílias no Brasil adquirem para o consumo, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) aplicado a famílias de baixa renda e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) aplicado para famílias que recebem um montante de até quarenta salários mínimos. A inflação é controlada pelo Banco Central do Brasil através da política monetária que segue o regime de metas de inflação.

A economia brasileira sofreu um processo de hiperinflação nos anos 80, que continuo até 1994, ano em que foi criado o Plano Real e a moeda mudou para o real (R$), atual moeda do país. Entre 1995 e 2000, a média anual de inflação foi de 8,6%. Nos últimos anos, os dados registrados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) do quadro inflacionário pelo IPCA, são: 

  • 2001: 7,67%
  • 2002: 12,53%
  • 2003: 9,3%
  • 2004: 7,6%
  • 2005: 5,69%
  • 2006: 3,14%
  • 2007: 4,46%
  • 2008: 5,90%
  • 2009: 4,31%
  • 2010: 5,91%

Do ano 2011, o IBGE apresenta a seguinte informação:

Imagens e dados dos indices INPC e IPCA do IBGE

Outros índices de inflação do Brasil são: Índice Geral de Preços (IGP), Índice de Preços por Atacado (IPA), Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), Índice Geral de Preços 10 (IGP 10), Índice preços ao Consumidor – Rio de Janeiro (IPC-RJ), Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC- Fipe), Índice de Preços ao Consumidor do Centro de Estudos e Pesquisas Econômicas (IPC-IEPE), Índice do Custo de Vida (ICV-DIESSE), Índice Nacional de Custos da Construção (INCC), Custo Unitário Básico (CUB).