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Avanço da inflação no mundo preocupa a todos


O avanço da inflação de forma generalizada nas principais economias do mundo neste início de ano tirou de cena a preocupação número um que rondava o mercado financeiro desde 2008: um novo declínio da economia americana, o chamado duplo mergulho.

O novo foco, na avaliação de especialistas, é o risco inflacionário e as medidas que deverão ser tomadas para combatê-lo como a elevação de juros em diversos países, aliado a outras medidas, para tentar frear a demanda mundial, principalmente por commodities alimentícias. Esse novo cenário pode provocar alterações no ritmo da economia mundial com reflexos positivos e negativos para a economia brasileira.

Para os especialistas, uma elevação de juros nos mercados desenvolvidos, por exemplo, pode redirecionar o fluxo de capitais no mundo e reduzir a entrada de dólares no Brasil, contribuindo para amenizar o ritmo de alta do real. Mas o dólar fraco também contribuiu, em parte, para segurar a inflação em alguns setores, como o segmento de eletroetrônicos, que sofre grande concorrência dos produtos importados.

Esse cenário, se confirmado, joga mais responsabilidade sobre o governo e a equipe econômica, que teriam que cumprir com rigor as metas fiscais e o corte de gastos já anunciado para manter um crescimento da economia em um ritmo mais ameno, sem gerar pressões inflacionárias.

Segundo o coordenador de análises econômicas do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), Salomão Quadros, o risco de duplo mergulho ficou pra trás. Para ele, o problema fiscal na Europa deve ser superado, e aos poucos alguns países estão recuperando a capacidade de empregar mais e gerar renda. “De forma geral, a economia mundial está mais aquecida que dois anos atrás. Esse ciclo ganhou força com os emergentes e já começa a dar sinais na Alemanha e nos Estados Unidos”, diz.

16-02-11

Os países emergentes como o Brasil, a China e a Índia, foram pouco afetados pelos distúrbios econômicos após a onda de quebradeira dos bancos americanos em 2008, por terem instituições financeiras mais sólidas e pela adoção de incentivos para evitar uma retração, as chamadas medidas anticíclicas. Essa liquidez da economia garantiu a redução do desemprego, a melhora na renda, uma forte expansão dos empréstimos e do consumo, o que vem gerando uma elevação da inflação com o reajuste de preços, com destaque para os setores de alimentos e serviços.

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