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BC projeta inflação na meta e crédito cresce


O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, projetou ontem que a inflação em 2011 não vai superar o teto da meta, conforme previsto pelo mercado financeiro no boletim Focus divulgado na última segunda-feira. Tombini fala em queda de um ponto percentual da inflação acumulada em 12 meses até dezembro. O mercado espera o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2011 em 6,52%.INF3

A respeito da possibilidade de estouro do teto da meta, hoje em 6,5%, Tombini afirmou: “A inflação está na faixa de 7,30%. O teto da meta é 6,50% e nós entendemos que será possível passar por baixo do teto da meta. A inflação estará ao redor desse nível ao final do ano, um recuo de quase um ponto percentual em relação ao que ela está hoje”, disse.

O presidente do BC minimiza também possíveis efeitos da alta do dólar nos preços. Cálculos da autoridade monetária mostram que a inflação sente, em um prazo de 12 meses, aproximadamente 5% da variação do câmbio, ou seja, se o dólar subir 10%, a inflação avança 0,5 ponto em 12 meses.

 

Paralelamente, o mercado de crédito continua aquecido, o que pode atrapalhar a projeção do BC de desaceleração inflacionária no último trimestre do ano. O saldo de empréstimos chegou a R$ 1,888 trilhão ao final de agosto, uma alta de 1,7% no mês e de 10,7% no ano. No acumulado de 12 meses, o acréscimo chega a 19,4%, acima do patamar desejável para o final de 2011, entre 12% e 15%. Diante desses números, o BC revisou a projeção de aumento de 17% em 2011 e a estimativa da relação crédito e Produto Interno Bruto (PIB) para 49%.

Para Miguel de Oliveira, vice-presidente da Anefac, o crescimento deve manter o ritmo, mesmo com a última redução da taxa Selic no final de agosto, de 12,50% ao ano para 12% ao ano.

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