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Categoria Arquivos: IPCA 2010

Hábitos para driblar preços


O Índice IBGE para 2010 foi o mais alto dos últimos seis anos. Analista destaca que brasileiro não tem o hábito de poupar. Vários clientes de um supermercado se viram obrigados a buscar alternativas para fazer a compra caber no orçamento da casa.

O professor Mauro Dunder, de 37 anos, passou a morar sozinho há dois anos e, desde então, incluiu as idas ao supermercado na sua rotina. “Os preços subiram bastante. Compro sempre as mesmas coisas e estou gastando muito mais”, diz.

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Alta de 5,91% e o maior nível em 6 anos


Segundo o IBGE, 40% do total do IPCA foi originado da inflação dos alimentos. Medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação fechou 2010 com uma taxa acumulada de 5,91%, a mais forte elevação para este indicador desde 2004, quando o índice subiu 7,6%.

O indicador ficou acima do centro da meta estipulada pelo Banco Central, de 4,5%. Em 2009, o IPCA subiu 4,31%. As informações foram divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado anual veio dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, que iam de 5,84% a 5,93%, e acima da mediana, de 5,88%. O IPCA é o índice oficial utilizado pelo BC para cumprir o regime de metas de inflação, determinado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

No resultado mensal, o indicador subiu 0,63% em dezembro de 2010, após avançar 0,83% em novembro. A taxa do mês passado ficou perto do teto do intervalo das estimativas dos analistas consultados (0,56% a 0,65%), e acima da mediana, de 0,59%.

A perda de força na inflação do grupo alimentação e bebidas, que passou de 2,22% para 1,32% entre novembro e dezembro do ano passado, foi a principal causa para a desaceleração do IPCA no mesmo período. Segundo o instituto, produtos que haviam impactado novembro com altas expressivas tiveram resultados mais moderados no mês seguinte. No resultado anual, contudo, os alimentos foram os vilões da inflação.

No caso das carnes, a alta no preço deste tipo de produto passou de 10,67% em novembro para 2,25% em dezembro. O item refeição em restaurante foi a principal contribuição ao IPCA do mês passado. Os preços das refeições fora de casa subiram 1,98% em dezembro ante alta de 1,40% em novembro e contribuíram com 0,09 ponto porcentual na formação do IPCA do último mês de 2010.

No entanto, mesmo em menor ritmo de crescimento, o grupo alimentação e bebidas teve 0,31 ponto porcentual de contribuição, o que correspondeu a 49% do IPCA de dezembro.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) desacelerou a alta para 0,60% em dezembro do ano passado, após avançar 1,03% em novembro, segundo também informou o IBGE. Ainda segundo o instituto, o INPC fechou o ano de 2010 com taxa de 6,47%, após subir 4,11% em 2009. O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979 e abrange famílias com renda entre um e seis salários mínimos.

São Paulo registra maior inflação desde 2004


Recém com o índice de janeiro chegará o reajuste feito no setor dos transportes em São Paulo, ônibus e táxis. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação só na cidade de São Paulo, registrou alta de 6,40% no acumulado de 2010 virando a maior elevação desde 2004, quando a taxa de inflação alcançou a 6,56%, segundo as informações da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Em 2009, o índice paulistano ficou em 3,65%.

Dentre os setores que apresentaram elevações de preços de 2009 a 2010, Alimentação e Transportes se destacam, com seus índices passando de 1,81% para 12,20%, e de 1,74% para 7,06%, respectivamente. Para o coordenador do IPC, Antonio Evaldo Comune, a forte alta dos alimentos foi influenciada pelo aumento nos preços de commodities, como açúcar e trigo, devido a problemas climáticos, além da variação de 34% no preço da carne bovina no ano passado. Mais

Ouro encerra o ano 2010 sendo a única aplicação que bateu a inflação em 2010


O Ouro encerra o ano 2010 sendo a única aplicação que bateu a inflação em 2010 virando a mais rentável. As ações, numa época as grandes vedetes ao principio da década, tiveram desvalorização de 0,8% no último ano do governo Lula, a segunda pior marca desde que assumiu a Presidência em 2003.

O metal acumulou valorização de 30,64%, quase 20 pontos percentuais acima da inflação de 11,32%. Se a comparação for com o IPCA, a inflação oficial, estimada para fechar o ano em 5,89%, o ganho é ainda mais expressivo. A busca da preservação do valor em oposição aos riscos de outros investimentos é a explicação dos analistas para a alta.

“O ouro foi a vedete deste ano”, declarou José Francisco Gonçalves, economista-chefe do Banco Fator. “Tem a característica de preservar valor no montante de sua escassez combinada com o atributo de não gerar riqueza”, opinou. Apesar de não render juros ou dividendos, o metal não tem custos de armazenagem. E, num momento em que a preocupação dos investidores é com a preservação de valor, o ouro é uma alternativa aos riscos que outros ativos oferecem. Mais

Inflação pelo IGP-M fecha o ano em 11,32%


Inflação pelo IGP-M fecha o ano em 11,32%, aponta Fundacao Getúlio Vargas e o resultado é bem distinto da deflação de 1,72% apurada no ano passado. O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) encerrou o ano em 11,32%, a maior taxa anual desde 2004 (12,41%). Em dezembro, o IGP-M registrou inflação de 0,69%, ante 1,45% em novembro.

O resultado mensal veio abaixo das estimativas dos economistas, que esperavam inflação de 0,70% a 0,85%, com mediana de 0,77%. Já a variação do IGP-M em 2010 ficou levemente abaixo das projeções dos analistas, que previam de 11,33% a 11,49%.

Segundo FGV o Índice de Preços por Atacado – Mercado (IPA-M) subiu 0,63% este mês, ante elevação de 1,84% em novembro. Por sua vez, o Índice de Preços ao Consumidor – Mercado (IPC-M) apresentou elevação de 0,92% em dezembro, ante aumento de 0,81% em novembro. Mais

Analistas de mercado voltam a elevar projeção para a inflação oficial


A projeção para inflação registra alta e vários analistas de mercado voltam a elevar projeção para a inflação oficial. Acontece que a estimativa de analistas do mercado financeiro para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) voltou a subir, de acordo com dados do boletim Focus. O previsto para o final de 2010 passou de 5,88%, na semana passada, para 5,90%.

A expectativa para 2011 também aumentou, de 5,29% para 5,31%. Como o centro da meta de inflação do Brasil este ano e em 2011 é 4,5%, com margem de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo, as projeções para o IPCA encontram-se dentro do previsto. A expectativa para a taxa básica de juros, a Selic, utilizada pelo Banco Central para conter as pressões inflacionárias, ficou estável, tanto em 2010 (10,75%) como para o final de 2011 (12,25%).

Ou seja que mantendo a tendência das semanas anteriores, os economistas ouvidos pelo Banco Central novamente apontaram a expectativa de aceleração da inflação, entretanto, a mediana das projeções de alguns índices de preços mantiveram-se estáveis e até recuaram – caso do IGP-M (Índice Geral de Preços ao Mercado) para dezembro.

O destaque fica por conta da expectativa para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que serve como medida oficial de inflação. Segundo os dados, para o resultado de dezembro, é esperada taxa de 0,62%. Com o centro da meta de inflação para 2010 em 4,5%, a expectativa é de que o índice aponte inflação anual de 5,90%.

Na última edição de 2010, a mediana das projeções para o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro mais uma vez ficou estável: crescimento de 7,61% da economia neste ano.

Nas projeções para o próximo ano, destacam-se mais uma vez os índices de inflação. Os economistas ouvidos pelo BC elevaram as expectativas dos principais índices em 2011. A taxa anual do IPCA é estimada em 5,31%, acima dos 5,29% registrados na última semana.

China pode manter inflação em nível razoável


China pode manter inflação em nível razoável, diz o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, quando a inflação desacelera desde novembro. A China ampliou seus esforços para conter a crescente pressão inflacionária nos últimos meses. Ontem, o país elevou as taxas de juros pela segunda vez em pouco mais de dois meses.

No mesmo período, Pequim elevou por três vezes o depósito compulsório dos bancos – reserva que as instituições são obrigadas a manter, retirando dinheiro da economia. Wen disse que a China tem obtido ótimos resultados na produção agropecuária por sete anos consecutivos, o que tem sido um fator para estabilizar a inflação.

O índice de preços ao consumidor subiu 5,1% na China em novembro o maior aumento desde julho de 2008. Alguns economistas esperam que o crescimento da inflação desacelere um pouco em dezembro, por terem ocorrido menos aumentos nos preços dos alimentos. A China elevou sua meta para inflação para em torno de 4% em 2011, 1 ponto porcentual mais alta que a meta deste ano, de 3%.

O primeiro-ministro se mostrou confiante na capacidade chinesa de garantir que os preços de propriedades fiquem razoáveis e que o país construa mais casas para pessoas de baixa renda.

Pequim lançou várias medidas desde abril para conter os aumentos no custo das moradias. Em setembro, o governo lançou uma medida solicitando aos bancos que não disponibilizem hipotecas para os compradores de casas que já possuem dois ou mais imóveis. “Nós continuaremos a desencorajar a especulação no setor de propiedades através do fortalecimento dos controles de crédito e da melhoria no gerenciamento dos recursos da terra”, declarou Wen.

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