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Categoria Arquivos: Meta da Inflação

Mercado prevê mais inflação e menos crescimento para 2011 e 2012


Os economistas do mercado financeiro subiram sua estimativa para a inflação deste ano e de 2012, ao mesmo tempo em que reduziram sua previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos dois anos, informou o Banco Central nesta segunda-feira (5) por meio do relatório de mercado, também conhecido como Focus.

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Segundo o documento, que é fruto de pesquisa do BC com os bancos, a expectativa dos economistas das instituições financeiras para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano subiu de 6,31% para 6,38%. A previsão para o IPCA de 2012, por sua vez, avançou de 5,20% para 5,32%.

Sistema de metas de inflação

Pelo sistema de metas de inflação, que vigora no Brasil, o BC tem de calibrar os juros para atingir as metas pré-estabelecidas. Neste momento, a autoridade monetária já está nivelando a taxa de juros para atingir a meta do próximo ano. Em 12,50% ao ano, a taxa está no patamar mais alto desde o começo de 2009.

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Crise venceu inflação no BC, diz mercado


Depois da inesperada decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, de cortar em 0,5 ponto percentual a taxa básica de juros (Selic), há quase um consenso entre economistas e agentes do mercado financeiro de que a meta de inflação para este ano e para 2012 foi praticamente deixada de lado.INF5

Em informe enviado a clientes ontem, a consultoria A.C.Pastore & Associados, dirigida pelo ex-presidente do BC Affonso Celso Pastore, decretou que “a meta de inflação foi abandonada, e o novo objetivo da política monetária é estimular o crescimento do PIB. “Segundo o informe, há algum tempo vem sendo discutido qual seria o grau de independência do BC. O texto destaca que, embora não exista autonomia legal — dado que seus diretores não têm mandato com prazo fixo —, desde a criação do regime de metas de inflação o Banco Central foi de fato independente. “Com a decisão de ontem [última quarta-feira], o Banco Central mostrou um grau de docilidade surpreendente”, destaca o comunicado da consultoria. “O mundo não vai acabar, mas a inflação no Brasil será persistentemente mais elevada”, diz o texto.

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Meta da inflação foi abandonada, diz consultoria de ex-BC


Em informe enviado a clientes nesta quinta-feira, 1º, a consultoria A.C.Pastore & Associados, dirigida pelo ex-presidente do BC Affonso Celso Pastore, decreta: "A meta de inflação foi abandonada, e o novo objetivo da política monetária é estimular o crescimento do PIB." O texto tem o título autoexplicativo "Metas de inflação: Recquiescat in Pacem", que numa tradução livre do latim significa "Descanse em Paz."

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Segundo o informe, há algum tempo vem sendo discutido qual seria o grau de independência do BC. O texto destaca que, embora não exista autonomia legal, dado que seus diretores não têm mandato com prazos fixos – são "demissíveis ad nutum" -, desde a criação do regime de metas de inflação o Banco Central foi de fato independente. "Com a decisão de ontem, o Banco Central mostrou um grau de docilidade surpreendente", destaca o comunicado da consultoria. "O mundo não vai acabar. Mas a inflação no Brasil será persistentemente mais elevada", diz o texto.

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Mercado eleva projeção de inflação em 2011


O mercado financeiro elevou a projeção para a inflação em 2011, segundo o boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central (BC). Já a projeção para a inflação em 2012 foi mantida.

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De acordo com a pesquisa, a expectativa para a inflação oficial neste ano subiu de 6,28% para 6,31%, em um patamar distante do centro da meta de inflação, que é de 4,50%. A meta tem margem de tolerância de dois pontos porcentuais para cima ou para baixo.

A projeção para a inflação em 2012 foi mantida em 5,20%. A previsão para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de agosto de 2011 subiu de 0,30% para 0,32%. A estimativa para o IPCA de setembro foi elevada de 0,37% para 0,38%.

O mercado financeiro reduziu a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2011 de 3,84% para 3,79%, segundo o boletim Focus. Para o ano que vem, a projeção para o crescimento da economia foi reduzida de 4,00% para 3,90%.

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Tombini vê resultado importante no controle da inflação


O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, avaliou hoje que as medidas para controle da inflação tomadas desde o início do ano já começam a dar resultados considerados "importantes". "Creio que já temos alguns resultados importantes e aquela sensação de descontrole inflacionário sumiu", disse, no Seminário Internacional sobre Justiça Fiscal promovido pela Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República.

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Para Tombini, os últimos números mostram que a inflação está convergindo para as metas de 4,5% para o ano. O presidente do BC citou, como exemplo, que a inflação mensal chegou a girar em torno de 0,80%. Em maio, já havia recuado para 0,47% e no bimestre de junho e julho já apontava para aumento de 2% anualizado, ainda que sejam meses de inflação mais fraca. Ou seja, em trajetória de desaceleração.

Tombini ressaltou que o mercado financeiro prevê para o período até o fim do ano média mensal de 0,38% de aumento dos preços. O número, segundo o presidente do BC, "está alinhado com a meta de inflação de 4,5%".

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Banco Central tem prometido que vai cumprir o centro da meta de inflação em 2012


O Banco Central tem prometido que vai cumprir o centro da meta de inflação em 2012, mas tanto o discurso como a atual política monetária não têm conseguido derrubar as previsões do mercado de uma forma ampla.

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A diferença entre as duas projeções pode estar no exterior e, embora analistas digam ser cedo para rever expectativas, uma piora da economia global traria algum alívio sobre a inflação brasileira.

Por ora, a maioria dos analistas acredita que o centro da meta só será alcançado em 2013. Ou mesmo depois disso, não descartam alguns, já que os fatores internos de pressão sobre a inflação, sobretudo a demanda, seguem fortes.

"Só haverá algum desdobramento significativo para (a inflação no) o Brasil no caso de um agravamento mais profundo do quadro global, de uma crise de forte contração de crédito", disse o economista-chefe do SulAmérica Investimentos, Newton Rosa.

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O BC pode agir mais no câmbio e contra inflação diz Tombini


O Banco Central segue vigilante em relação à inflação e ao câmbio e pode tomar mais medidas se for necesário, disse o presidente do BC, Alexandre Tombini, nesta terça-feira.

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Segundo ele, a valorização do real se dá por motivos globais e internos, incluindo especulação e o Brasil está preparado para enfrentar um cenário externo atualmente "complexo".

Tombini disse ainda que a inflação está em tendência declinante e que ficará mais evidente a trajetória de convergência da inflação para o centro da meta no quarto trimestre deste ano, com o BC tendo 2012 na mira.

"O Banco Central permanece vigilante e não hesitará em adotar medidas, se necessário, para garantir a convergência da inflação para o centro da meta em 2012", afirmou ele em evento em São Paulo. "O Brasil é um dos países mais ativos no combate à inflação."

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