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Crecem a produção e o Emprego Industrial no Brasil.


A produção industrial brasileira cresceu um 1,1% em janeiro ao tempo que o emprego fabril subiu 2% segundo reportaram dois informes, um elaborado por um organismo oficial e outro por entidades particulares.

Janeiro foi o primeiro mês de crescimento na atividade fabril, após dois meses consecutivos de retração (novembro e dezembro de 2009), segundo o organismo oficial Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A atividade fabril em janeiro foi um 16% maior que a de janeiro de 2009, quando as grandes empresas suspenderam parte das atividades e queimaram stocks perante a incerteza ocasionada pela crise econômica global, explicam os analises.

O estudo registrou uma melhora na produção em 14 dos 27 setores industriais analisados, o qual demonstra um nível de “dispersão” que permite afirmar que a reativação e generalizada.

A mehora no começo de 2010 e parte de uma tendência que continuará durante todo o ano, segundo a Confederação Nacional da Industria (CNI)

O ano passado o Produto Industrial Bruto, teve uma queda de 7,9% e em 2010 crescerá 7% prevê a CNI.

Brasil conta com o maior parque industrial de América Latina, e sua recuperação tem alta incidência na marcha do Produto Interno Bruto, que este ano avançará 5,47% em acordo com o Informe Focus, do Banco Central.

Em geral, a recuperação da indústria brasileira esta relacionada com a demanda do mercado interno, explicou o economista André Macedo, responsável da Investigação Indústria do IBGE, o que inevitavelmente provoca uma pressão sobre o índice de preços ao consumo o IPC, medida da Inflação no país.

O programa habitacional, “Minha casa, minha vida” que contempla a construção de um milhão de moradias, teve um impacto considerável na industria.

Em fevereiro passado, as plantas automotrizes montaram 253.200 unidades, um pulo de 23% perante fevereiro de 2009, expressou hoje a Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Em tanto a produção da linha branca aumentou o 39,5% e os celulares o 59,7% em janeiro perante dezembro, também favorecidos pelo consumo local.

A pesar da recuperação experimentada pela industria em geral, em janeiro, o saldo acumulado dos últimos doze meses mostra uma queda de 5% perante o período janeiro de 2008-janeiro de 2009.

Isto significa que as fabricas estão produzindo mais que os primeiros meses de 2009, mas ainda não recuperaram o dinamismo observado em setembro de 2008 antes da falência do banco estadounidense Lehman Brothers, origem da débâcle financeira global.

Os índices de produção das fábricas em janeiro passado, ainda estão 4,9% por debaixo dos números de setembro de 2008, quando varias plantas brasileiras estavam produzindo quase no limite da sua capacidade instalada.

O primeiro mês de 2010, as fábricas brasileiras produziram em media, ao 81,5% da sua capacidade, conforme um trabalho apresentado pela CNI.

O processo de paulatina recuperação industrial se iniciou no segundo semestre de 2009, mas esta melhora não se refletiu na contratação de mão de obra.

A industria foi o setor que mais trabalhadores despediu no período dezembro de 2008-março de 2009, quando a crise se sentiu com mais intensidade no Brasil.

O cenário do mercado do trabalho fabril começou a mudar nos últimos meses e em janeiro teve um alça de 2% perante dezembro, informou a CNI.

Também houve uma melhora nos salários industriais que, na meia, subiram um 2% em janeiro, perante o mesmo mês de 2009, o que também pressiona, junto com a reativação industrial, os índices inflacionários do mercado.

No entanto, este alça dos salários não absorveu a suba da inflação que o ano passado superou o 4%.

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