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Demanda efetiva e pleno emprego


O princípio da demanda efetiva foi construído a partir das características de uma economia mercantil, não requerendo hipóteses adicionais. Baseia-se no funcionamento dessa economia.

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  • Demanda potencial: é a demanda necessária.
  • Demanda efetiva: é limitada pela produção (lei de Say).
  • Pleno emprego: momento em que a economia opera mediante a  utilização de todos os fatores de produção disponíveis.

Segundo a lei de Say, a demanda é ilimitada, sendo seu único limite, em caso de demanda efetivamente realizada (real), a produção ou volume de produção.

Observação:

  • Neste caso, se o volume da força de trabalho e também dos meios de produção são regulados pela sua própria produção, a economia tende a operar com pleno emprego de recursos.
  • Em caso de capacidade ociosa ou excesso de capacidade produção (K ou T), os recursos ai empregados seriam deslocados para outro ramo de atividade, onde houvesse demanda suficiente para absorver a produção adicional.
  • Neste caso, um excedente de capital está fora de cogitação, já que fere a lei de Say, visto que na economia existe uma demanda potencial suficiente para absorver a produção realizável com todo capital disponível.
  • Observa-se, então, que o próprio Say infringira o princípio por ele formulado, ao afirmar que: “quanto mais abundantes os capitais disponíveis para eles, mais cairá a taxa de juros sobre os empréstimos de capital”.

O item demanda efetiva e equilíbrio aquém do pleno emprego é uma noção difundida a partir de Keynes, o qual não centra sua discrepância com a lei de Say na relação de determinação unilateral entre gasto e renda, embora esta seja em certo sentido uma decorrência de sua construção, mas na possibilidade real de um equilíbrio abaixo do pleno emprego, devido a formulação do princípio da demanda efetiva no contexto das decisões de produzir.

O princípio da demanda efetiva assegura que não há mecanismo automático de ajustamento da economia ao pleno emprego, sem que seja preciso definir essa situação como de “equilíbrio” em qualquer acepção.

Não é verdade que a lei de Say, em sua expressão mais básica e geral, postule um equilíbrio econômico geral em pleno emprego. Esta é uma decorrência da lei, que só ganha validade sob hipóteses adicionais altamente restritivas, quais sejam:

 

  • Que todos os mercados tendam ao equilíbrio espontâneo e rapidamente, inclusive o mercado de trabalho, através do ajuste da oferta e demanda. Caso contrário um possível desequilíbrio localizado e não corrigido poderia propagar efeitos desequilibradores no conjunto da economia, conduzindo-a à instabilidade e eventualmente a uma crise geral.

Não basta que a renda gerada na produção seja gasta na aquisição de diferentes produtos e/ou que os produtores comentam erros de avaliação da produção necessária para abastecer o mercado; é necessário que esses erros ou mudanças não produzam instabilidade generalizada, mas localizada e autocorretiva.

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