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Hábitos para driblar preços


O Índice IBGE para 2010 foi o mais alto dos últimos seis anos. Analista destaca que brasileiro não tem o hábito de poupar. Vários clientes de um supermercado se viram obrigados a buscar alternativas para fazer a compra caber no orçamento da casa.

O professor Mauro Dunder, de 37 anos, passou a morar sozinho há dois anos e, desde então, incluiu as idas ao supermercado na sua rotina. “Os preços subiram bastante. Compro sempre as mesmas coisas e estou gastando muito mais”, diz.

Ele substituiu algumas marcas que estava acostumado a comprar – como a do café e a do papel higiênico. “Faço pesquisa das frutas da estação para ver o que está mais barato e também cortei supérfluos, como chocolate e bolacha.”

Tem que optar por buscar marcas similares cujos preços são mais baixos. E i exemplo da administradora de empresas Sandra Benetti, de 48 anos. “Mudei a marca do açúcar. A gente vai se adequando”, disse. No caso das carnes – cujos preços subiram 29,64%, segundo o IBGE – Sandra disse que diminuiu o consumo e passou a comprar cortes mais baratos.

Depois de uma temporada de dois meses nos Estados Unidos, o engenheiro Vladimir Paolon, de 72 anos, disse que ficou “abobado” com os preços do Brasil. “É um absurdo a diferença de preços do Brasil em relação aos Estados Unidos”, revela.

A empresária Sueli Maria de Almeida Oliveira, de 66 anos, não substituiu nenhuma marca, mas passou a fazer compras em outro estabelecimento. “No dia a dia, não dá mais para comprar onde eu comprava. Agora só vou quando preciso de algo mais exclusivo”. Ela notou a variação de preços. “O café, feijão, a carne foi um absurdo…”.

Os dados do IBGE dizem que o grupo alimentação e bebidas foi o que apresentou a maior alta em 2010 (10,39%). A maior alta foi a do feijão carioca, que subiu 63,62%, mas foi a carne quem exerceu maior pressão sobre a inflação.

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