Medida do Banco Central elevará o custo das operações de crédito
Postado por Pablo Morales no 3 de dezembro de 2010O economista Miguel Ribeiro de Oliveira analisou o comportamento inflacionário e destacou que a medida adotada pelo Banco Central (BC) só terá maior rigor das instituições financeiras na concessão dos financiamentos, alem que vai elevar as taxas de juros das operações de crédito assim como reduzir os prazos de financiamento com maior exigência de entrada nos financiamentos de automóveis.
Ribeiro de Oliveira e um analista bem prestigioso. Conselheiro da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), explicou por meio de nota que as medidas anunciadas hoje referentes à elevação dos compulsórios e majoração do requerimento de capital para operações de crédito a pessoas físicas, com prazos superiores à 24 meses, (Fator de Ponderação de Risco) devem trazer alguns os efeitos aos consumidores.
Na sua consideração “estas medidas anunciadas igualmente na véspera da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) sinalizam que o Banco Central vai manter inalterada a taxa básica de juros (Selic)”, aclarou Ribeiro de Oliveira.
Também opinou o presidente da Anefac, Andrew Frank Storfer, dizendo que as medidas vão na direção de conter a inflação via restrição de crédito e solidificar ainda mais as instituições financeiras do País. “Estas medidas ampliam as alternativas de caminhos para a condução da política monetária e, em conjunto com a redução – ou pelo menos contenção – do gasto público que se traduz no déficit fiscal, poderão permitir que a Selic se mantenha no patamar atual, tanto na semana que vem como nos próximos meses, e que venha até a ser reduzida nos próximos anos”, diz o dirigente.
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Publicado em: 3 de dezembro de 2010
Categorias: Indice inflação, Inflação, Inflação 2010, Taxa inflação
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