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Medidas contra inflação continuarão


O diretor de Assuntos Internacionais e de Regulação do Sistema Financeiro do Banco Central, Luiz Pereira Awazu, reiterou nesta sexta-feira, 27, que "as medidas contra pressões inflacionárias" vão continuar por um período prolongado de tempo. Ele deu a declaração durante almoço organizado pela Câmara de Comércio França-Brasil, que contou com presença do ministro da Fazenda, Guido Mantega, em São Paulo. "Temos ainda muito trabalho pela frente", acrescentou.

DEUDA PUBLICA

De acordo com ele, o Banco Central vai tentar encerrar este ano com a inflação mais próxima possível de 4,5%. Mas ressaltou que o centro da meta será buscada em 2012. "É um período de moderação para mostrar ao consumidor que a conjuntura atual necessita de uma trajetória de moderação no consumo e no crédito", disse Awazu.

Economia global

O diretor disse ainda que a recuperação da economia mundial está mais "frágil" do que se esperava, o que levou a uma elevação inesperada da liquidez dos mercados financeiros globais. "O crescimento da liquidez trouxe com ele um volume elevado de fluxos de investimento de curto prazo para o Brasil. Isso está causando volatilidade em nosso mercado de câmbio", afirmou.

Ele também disse que o governo do Brasil "continuará a buscar maneiras de suavizar os efeitos desses fluxos" e "continuará a monitorar" os fluxos e se reserva o direito de implementar novas medidas para o câmbio à medida que sejam necessárias. Pereira acrescentou que os fluxos pesados de capital de curto prazo, combinados com os preços internacionais mais altos das commodities, também estão pressionando a inflação no País. Segundo ele, o governo também reconhece que a demanda doméstica continuamente forte é outro fator para a inflação, que está na casa dos 6,5% ao ano.

"O governo brasileiro continua comprometido com o cumprimento das metas de acordo com o programa de metas de inflação", disse Pereira. Ele declarou também que a inflação acumulada em 12 meses poderá se elevar levemente nos próximos meses, mas terminará o ano abaixo do teto de 6,5%. Para 2012, ele prevê que a inflação se reduza a 4,5%.

O diretor disse ainda que o BC não descarta a possibilidade de elevar as taxas de juro para combater a inflação. "A política continuada de aperto monetário vai permanecer enquanto for necessária", acrescentou.

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