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O Brasil pagará mais cara à inflação do que o resto dos países


O Brasil pagará mais caro que a maior parte dos países do mundo pelo movimento de pressão inflacionário observada nos últimos meses. A análise é da LCA Consultores. Em relatório, a consultoria pontua que, no curto prazo, o custo da desinflação em termos de desaceleração do crescimento econômico será maior no Brasil.

“O choque de inflação importada ‘bateu’ na economia brasileira quando ela ainda estava operando com um hiato do produto positivo (embora menos pressionado que no começo de 2010) e com uma inflação acima do centro da meta”, disse a LCA, em relatório.

O “preço” maior pago pela economia brasileira é justificado pelo aquecimento do PIB do País desde o ano passado. Segundo a LCA, a alta de 7,5% observada em 2010 veio carregada de 0,5 ponto de hiato do produto – que é a diferença entre o crescimento real e o crescimento sustentável. Como outras economias mundiais ainda estão em processo de recuperação, o impacto da inflação vai obrigar esforços menores em termos de desaquecimento do PIB.

“Se o hiato do produto tivesse ficado zerado desde o começo de 2010 (o que significaria um crescimento do PIB no ano passado em torno de 6,5% a 7%, contra os 7,5% efetivamente observados), o IPCA teria fechado 2010 em 4,6%, e estaria próximo disso atualmente”, afirmou a consultoria.

Se pesa contra a economia brasileira o fato de a inflação ter chegado em um momento de hiato de produto positivo maior que o observado em outros países, a pressão inflacionária internacional também pode gerar um efeito positivo para o País.

“Na medida em que a aceleração da inflação deixou de ser um problema restrito a poucas economias emergentes para se transformar em um problema mundial, logo mais o BC brasileiro deverá contar com a ajuda da ‘cavalaria’ das autoridades monetárias das economias centrais para domar a alta de preços aqui dentro”, diz.

Segundo as projeções da LCA, caso a inflação mundial retome a casa dos 3% observados no primeiro semestre do ano passado (atualmente, a média é de 4,5%), o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a chamada inflação oficial do Brasil, deverá ter um alívio próximo de 1 ponto percentual.

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