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Queda da inflação prevista pelos bancos para os próximos meses


As instituições financeiras apostam na queda da inflação nos próximos meses, segundo pesquisa da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). A divergência entre os economistas dos bancos está na velocidade com que o aumento dos preços irá convergir para o centro da meta estipulada pelo Banco Central (BC), de 4,5%. “Há um consenso forte que o ciclo de alta da taxa está próximo do seu encerramento”, destacou o economista-chefe da Febraban, Rubens Sardenberg.

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Dos 31 analistas de bancos ouvidos para o levantamento divulgado hoje (3), 43% avaliam que a inflação vai recuar um pouco a partir do quarto trimestre, porém, permanecerá em aproximadamente 6%; 39% acreditam que a convergência para o centro da meta é possível, entretanto, acham que ainda é cedo para ter certeza. Enquanto 18% dos entrevistados preveem que o aumento de preços irá cair para próximo dos 4,5%, como indicou o Comitê de Política Monetária do BC em sua última reunião.

A expectativa geral apontada na pesquisa permaneceu praticamente estável em relação ao levantamento anterior feito em junho. A previsão para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2011, subiu de 6,2% em junho, para 6,3% em agosto. Já o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) teve a estimativa reduzida de 6,3% para 5,8%.

Os bancos também acreditam em mais uma elevação de 0,25 ponto percentual da taxa básica de juros (Selic) que deve fechar o ano em 12,75%. Os juros foram elevados cinco vezes durante este ano, um aumento de 1,75 ponto percentual.

Em relação ao crédito, as estimativas permaneceram praticamente as mesmas apontadas pela pesquisa anterior. Espera-se que os empréstimos cresçam 16,4%, com destaque para o crédito direcionado que tem perspectiva de alta de 18,2%. Ambas previsões são um ponto percentual menores do que as do último levantamento.

Para o câmbio, a expectativa é que o dólar feche o ano valendo R$ 1,59. Sardenberg ponderou, entretanto, que ainda existe muita incerteza em relação ao cenário internacional, tanto sobre a recuperação da Europa, quanto dos Estados Unidos. “O cenário externo é a principal fonte de volatilidade e incerteza”, ressaltou. A instabilidade nas economias mais desenvolvidas tem impulsionado o fluxo de capitais para o Brasil, valorizando o real em relação ao dólar.

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