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Rendimentos impactados com as medidas para conter a inflação


A massa de rendimentos da população brasileira apresentou queda no primeiro semestre de 2011, colocando a economia do País em estado de alerta. A afirmação é da coordenadora- técnica do Sistema PED, responsável pela Pesquisa de Emprego e Desemprego realizada no mês de maio em sete regiões metropolitanas do Brasil, Lúcia Garcia.

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"As medidas macroprudentes de contenção da inflação não só já fizeram efeito, como podem começar a conter também toda a economia", avalia. Em Porto Alegre, o rendimento médio real dos trabalhadores ocupados teve redução de 1,3%, para R$ 1.398,00.

Um dos supervisores da equipe executora da PED na Região Metropolitana de Porto Alegre, o técnico do Dieese Eduardo Miguel Schneider acredita que o declínio da massa de rendimentos, apesar de lento, já esboça o impacto das medidas aplicadas pelo governo para frear a inflação. "Um dos indicativos é o fato de a construção civil não ter contratado mão de obra no mês de maio, mantendo estável o nível de empregos na Região Metropolitana da Capital gaúcha", diz.

A sazonalidade também pode ser um dos fatores que interfiriram no resultado de maio, pondera o técnico. "Com a chegada do inverno há a tendência a diminuir a demanda por obras em geral." De acordo com os indicativos da PED na Região Metropolitana de Porto Alegre, divulgada ontem pelo Dieese, o comércio e a indústria alavancaram os índices de empregabilidade no mês passado. A indústria contratou 7 mil trabalhadores, enquanto o comércio absorveu 2 mil novos profissionais. Pior que a estabilidade apresentada pela construção civil, sem contratações, foram os resultados dos serviços domésticos, que perderam 4 mil trabalhadores e os segmento de serviços, que iniciou o mês de junho com menos 3 mil profissionais empregados.

Schneider acredita que este último quadro pode ser revertido no segundo semestre, uma vez que a maioria das categorias de trabalho concentra suas negociações salariais no mês de maio. "Apesar de a PED regional apontar menos 1 mil pessoas no mercado, em relação ao mês de abril, registrando 1.886 mil trabalhadores empregados no mês de maio, este é um indicador estável", destaca o técnico do Dieese. Ele faz um comparativo entre as taxas de desemprego do mesmo período em 2010, de 9,6%, e a registrada no mês passado, de 7,7% – a menor entre as sete regiões observadas pela PED. Se comparada a abril de 2011, a taxa apresenta alta de 0,3%.

Nas sete regiões metropolitanas pesquisadas pelo Dieese (Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador, São Paulo e Distrito Federal), a taxa de desemprego teve ligeira queda. O percentual de trabalhadores desempregados passou de 11,1% para 10,9%. De um mês para o outro, foram gerados 40 mil postos de trabalho. Para o conjunto das sete regiões, o total de desempregados, em maio, foi estimado em 2,41 milhões, 40 mil a menos do que no mês anterior.

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