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Juro real entre 2% e 3% pode criar risco de inflação


O ex-ministro da Fazenda e sócio da Tendências Consultoria Integrada, Maílson da Nóbrega, disse nesta segunda-feira que dificilmente o Brasil chegará a uma taxa de juros real de 2% a 3% nos próximos três anos sem criar grandes riscos inflacionários. Maílson, que participou do evento Business Round Up – Perspectivas 2012, realizado pela Câmara Americana de Comércio (Amcham), em São Paulo, fez essa afirmação ao ser confrontado com uma declaração dada no dia 3 pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que a taxa de juros real ideal para o Brasil seria de 2% a 3%.

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"Eu torço para que o ministro esteja certo, porque a taxa de juros real que deveria prevalecer no Brasil são as do mundo rico", disse Maílson, ponderando que a questão é saber se o País já criou as condições para tanto. "Eu acredito que não. A taxa de juros de equilíbrio no Brasil, aquela que permite explorar todo o potencial de crescimento do País e preservar a estabilidade de preços, é muito mais alta do que essa."

O ex-ministro adverte para o fato de que ninguém sabe qual é esse número. Essa taxa, de acordo com ele, tem de ser buscada por testes, tentativas e erros, mas a experiência brasileira mostrou que, a partir de certo patamar, diminui-la é muito complicado, seja pelo que gera de pressão inflacionária, seja pelo que exige de mudanças difíceis, como a desindexação da caderneta de poupança.

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Inflação vai recuar em outubro, diz presidente do BC


A inflação vai cair em outubro. A garantia é do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, para quem "de jeito nenhum" o IPCA, índice oficial da meta de inflação, ficará acima da taxa registrada em setembro, quando atingiu o pico do ano ao bater em 7,31% no acumulado de doze meses.

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Para Tombini, que chegou a prever que o ponto mais alto da inflação em 2011 seria em agosto, nem mesmo uma piora no cenário externo muda sua previsão. "Não. Estamos acompanhando isso. Temos coletas diárias e elas estão vindo, na margem, entre 0,30% e 0,40%", contra uma taxa mensal no mês passado de 0,53% e de 0,75% em outubro do ano passado.

Em entrevista à Folha, na sede do banco em São Paulo, Tombini tratou ainda de embates que tem protagonizado, incluindo as acusações de que o BC, sob sua administração, se tornou mais imprevisível, assumiu mais riscos e está mais moderado no combate à inflação.

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Inflação sobe no Brasil: 0,53% em setembro e 7,31% em 12 meses


A inflação brasileira voltou a acelerar em setembro, quando alcançou 0,53%, e já acumula 7,31% em 12 meses, muito acima do máximo de tolerância oficial e um recorde em seis anos, informou nesta sexta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em agosto, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) alcançou 0,37%.INF9

O acumulado do ano, de janeiro a setembro, já soma 4,97%.

A meta oficial do governo é levar a inflação anual a 4,5%, com um teto máximo de tolerância de até 6,5%.

As autoridades brasileiras indicaram por diversas vezes que a inflação começaria a retroceder até o fim do ano, mas isto ainda não ocorreu.

O Banco Central aprovou em agosto um polêmico corte da taxa básica de juros, de 12,5% a 12%, ao considerar que a inflação estaria sob controle e com a meta de incentivar o crescimento brasileiro, que está em desaceleração.

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Cálculo da inflação oficial no Brasil sofrerá mudanças a partir de janeiro


O cálculo da inflação oficial no Brasil sofrerá mudanças a partir de janeiro de 2012.

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Segundo publicado pela Agência Brasil, essa será a primeira alteração na fórmula de cálculo da inflação oficial medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia Estatística), desde 2006.

Alterações

As alterações devem ser divulgadas já no próximo mês e dizem respeito às mudanças no peso que produtos e serviços têm no orçamento familiar.

De acordo com o IBGE, a nova estrutura de consumo dos brasileiros têm como base a POF (Pesquisa de Orçamentos Familiares) de 2008/2009 e deverá ser aplicada também ao INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que mede a inflação para as famílias com renda de até seis salários mínimos.

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Inflação Brasil – Agosto 2011


A inflação oficial acumulada em 12 meses até agosto, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi de 7,23%; a maior em oito anos. De janeiro a agosto, o índice de preços teve avanço de 4,42%; em julho registrou-se uma alta de 0,16% enquanto em agosto, o indicador teve a alta de 0,37%.

Em 2003, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), havia registrado uma das maiores variações no mesmo intervalo, que foi de 15,07% pelo critério anualizado.

A situação coloca pressão no Banco Central quem definiu como meta de inflação oficial para 2011, o 4,5% com margens de dois pontos percentuais pra baixo ou cima. Entretanto Monetária (Copom), reduziu em 0,5 ponto percentual a taxa de juros Selic, de 12,5% para 12% ao ano.

O IPCA, calculado pelo IBGE, refere às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange nove regiões metropolitanas do País.

Impacto da inflação (Cálculo do índice do mês compara as variações de preços entre 28 de julho a 26 de agosto com os preços vigentes entre 29 de junho a 27 de julho):

  • Alimentos: em agosto atingiu 0,72% de variação causando impacto de 0,17 ponto percentual, o que representa 45% do índice referente ao mês passado. O produto que exerceu o maior impacto foi a carne (de -1,12% para 1,84%).
  • Artigos de residência: eletrodomésticos em geral de 0,03% para 0,57%, com destaque para refrigerador (de -0,29% para 3,29%) e máquina de lavar (de -1,58% para 3,18%).
  • Vestuário: artigos em geral de 0,10% para 0,67%, com destaque para roupas femininas (de -0,26% para 1,18%) e masculinas (de 0,19% para 0,75%).
  • Gastos habitação: em geral (de 0,27% de julho para 0,32% agosto), com destaque para aluguel residencial (de 0,46% para 1,06%) e com a taxa de água e esgoto (de 0,33% para 1,05%).
  • Salários dos empregados domésticos, de 1,26% para 0,72%.
  • Despesas com transportes: de 0,46%, em julho, para -0,11% devido à redução da gasolina, etanol, das tarifas aéreas, das tarifas dos ônibus interestaduais, dos preços do automóvel novo e usado, do seguro de veículos.

Imagem e dados do índice IPCA do IBGE

A maior variação foi registrada na região metropolitana do Rio de Janeiro com alta de 0,47% por causa do reajuste de 8,80 % ocorrido em agosto no valor das tarifas da taxa de água e esgoto e pelos alimentos; e a menor variação de preços no mês passado foi verificada em Porto Alegre, com 0,14%.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) também calculado pelo IBGE, e que refere às famílias com rendimento de 1 a 6 salários mínimos e abrange nove regiões metropolitanas do País, variou 0,42% em agosto; o acumulado do ano está em 4,14% acima da taxa de 3,24% relativa a igual período de 2010. Nos últimos 12 meses, o índice acumula alta de 7,40%, acima dos 12 meses imediatamente anteriores (6,87%).

A região metropolitana do Rio de Janeiro registrou a maior variação (0,66%) por causa do reajuste de 8,80 % ocorrido em agosto no valor das tarifas da taxa de água e esgoto e pelos alimentos; enquanto Curitiba apresentou a menor taxa (0,02%).

Imagem e dados do índice INPC do IBGE

Inflação nos últimos 12 meses é a maior desde 2005, diz IBGE


O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, subiu 0,16% em julho, após alta de 0,15% em junho, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (5). Nos últimos 12 meses, a inflação acumula alta de 6,87%, a maior taxa desde junho de 2005, e fica acima da meta do governo (que é de 6,5% para o ano).

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O preço dos combustíveis e o setor de transporte foram os que mais influenciaram a alta do índice nos mês. O preço dos alimentos, por outro lado, teve queda, principalmente o tomate e as carnes.

Inflação preocupa governo

O combate à inflação se tornou um dos principais objetivos do governo. Para este ano, o centro da meta de inflação perseguido pelo Banco Central é de 4,5%.

A meta pode ter variação de dois pontos percentuais para cima ou para baixo, ou seja, a inflação poderia ir de 2,5% a 6,5%. O índice de 4,5% é chamado de centro, pois está bem no meio dos extremos.

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Ambiente externo estimula nova queda dos contratos de juros futuros


Apesar de uma leve correção para cima dos Treasuries americanos, o cenário de aversão a risco continua a pautar o movimento dos contratos brasileiros de juros futuros mais longos.

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. Os Depósitos Interfinanceiros (DIs) dão continuidade à trajetória de queda vista ao longo da maior parte desta semana, em meio à insegurança global que tanto tem afetado os mercados nos últimos dias.

O medo de uma recessão continua em cena e nem os números melhores que o esperado do mercado de trabalho americano estão contendo nova queda de Wall Street e também no Brasil. Por volta das 12h20, o DI de abertura de 2013 apresentava queda de 0,03 ponto percentual na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), a 12,28%, o de janeiro de 2014 recuava 0,07 ponto, a 12,34%, e o do início de 2015 cedia 0,08 ponto, a 12,36%.

Além disso, os contratos de abertura de 2016 e 2017 cediam 0,04 ponto e 0,09 ponto, respectivamente a 12,36% e 12,25%. Entre os contratos de vencimentos mais curtos, o de outubro de 2011 mantinha taxa de 12,40%, enquanto o início de 2012 registrava decréscimo de 0,02 ponto, a 12,37%.

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